Guia para orçamento familiar eficaz

Numa altura em que os imprevistos acontecem a qualquer altura, com a desemprego a subir drasticamente, os problemas financeiros a surgir na maior parte das famílias, as dúvidas e dificuldades para sair dessa situação, é imprescindível saber gerir muito bem o seu orçamento familiar.

Vamos aqui deixar um pequeno guia, apelando a alguns dos factores mais importantes para o conseguir, para o seu orçamento familiar se tornar cada vez mais eficaz e evitar derrapagens orçamentais.

Conheça os seus gastos mensais

Saber para onde vai o seu dinheiro mensalmente é o primeiro passo para conseguir gerir o mesmo da melhor forma possível. A forma como o faz é indiferente, seja através de um programa de finanças pessoais para o computador ou telemóvel, seja através de uma tabela de despesas mensais, um bloco de notas e tudo feito à mão, é completamente indiferente, desde que registe todas as despesas que tem durante o mês.

Crie anotações diárias, com a lista e descrição de todos os gastos que fez, mesmo que lhe pareçam demasiado pequenos ou desnecessários. São essas listas e essas planificações que mais tarde vão permitir que perceba onde gasta o seu dinheiro e a importância que tal despesa tem para o seu orçamento mensal.

Depois de alguns meses, aconselhamos sempre pelo menos 2 meses seguidos, de análise das suas despesas, é possível ter os resultados pretendidos, analisando todas as despesas, eliminando as desnecessárias e conseguindo assim poupar dinheiro.

Acredite na Poupança

Na hora de decidir como poupar dinheiro, existem sempre centenas de desculpas ou mesmo ideias que lhe parecem fantásticas, o problema é chegar até aos resultados que são pretendidos.

Já falamos aqui várias vezes como fazer crescer o seu dinheiro mensalmente ou simplesmente como poupar dinheiro todos os meses, mas a verdade é que o segredo para conseguir atingir o seu objectivo passa pela automatização, não das despesas mensais, mas sim das suas poupanças mensais.

O que nós aconselhamos é que encare a sua poupança como uma conta obrigatória, sendo necessário contribuir mensalmente, assim que o seu ordenado chega à conta, para a sua poupança.

Elimine gastos supérfluos

Agora que já analisou, pelo menos 2 meses seguidos, as suas despesas mensais, já as conhece ao pormenor, sendo mais fácil conseguir eliminar todas aquelas que não sejam realmente obrigatórias e que possam vir a tornar-se uma pedra no sapato de quem quer poupar.

Classifique cada despesa quanto à importância da mesma, criando uma espécie de hierarquização das mesmas, atribuindo-lhe adjectivos práticos e fáceis de memorizar como “obrigatórias”, “facilmente dispensáveis”, “pequenos prazeres”, etc.

Estabeleça limites mensais

Provavelmente a maioria das famílias hoje em dia têm o limite mensal equivalente à sua conta bancária, isto é, enquanto o seu saldo for positivo, existe sempre possibilidade de gasto, porém isso é errado e é motivo de ruptura financeira de muitas dessas famílias.

Deve estabelecer percentagens para os seus gastos mensais, por exemplo: se as despesas de habitação do seu agregado familiar são o equivalente a 50% do seu rendimento, as contas mensais e obrigatórias são cerca de 20%, a sua poupança é de 5%, isto significa que existem 25% do seu rendimento mensal que não tem um objectivo específico, podendo ser usado para poupança ou até para a compra de um bem necessário para a família.

Ao definir os limites mensais para os seus gastos, está a organizar prioridades e a definir exactamente para onde irá o seu dinheiro todos os meses.

Use dinheiro vivo

Desde o surgimento dos cartões de crédito, a utilização de dinheiro vivo é cada vez mais rara, porém é essa utilização de dinheiro “fictício” que está a estragar os rendimentos de muitas famílias.

A utilização de dinheiro vivo faz com que tenha plena noção de quando e onde está a gastar o seu dinheiro, enquanto que a utilização de cartões é mais rápida e sem gestão directa, a não ser que faça essa gestão posterior.

Usar dinheiro vivo fará com que sinta uma maior dificuldade em “fazer sair o dinheiro da carteira”, já que terá que passar pelas suas mãos e verá o mesmo a sair do seu bolso mais rapidamente.

Cuidado com os créditos

Os créditos são um dos piores inimigos dos orçamentos familiares, porém é praticamente impossível hoje em dia ter uma vida familiar sem a aquisição de pelo menos um crédito, o crédito habitação.

No entanto, é extremamente importante que defina uma estratégia para os seus créditos, analisando os montantes em causa, as taxas de juro e a melhor forma de pagamento. O principal cuidado a ter é relativo à taxa de juro, nomeadamente no caso dos cartões de crédito, onde o pagamento antecipado do seu crédito fará com que consiga mais de 15% de juros por ano, o que em alguns casos pode significar uma poupança drástica.

Tenha um pé de meia

Ao contrário do que se pensa, os pés-de-meia e os mealheiros estão cada vez mais na moda.

Os imprevistos ocorrem em qualquer família, logo é importante estar preparado para dias difíceis, seja por motivos pessoais ou profissionais. No caso dos imprevistos, grande parte das famílias recorre logo ao crédito, porém isso é o fim de um orçamento familiar eficaz, por isso se pensar nisso antecipadamente, evita essas situações e consegue assim ultrapassar mais essa complicação financeira.

Viver bem com menos

Viver no luxo nem sempre é sinónimo de felicidade, por isso viver bem com muito menos é muitas vezes o factor principal para conseguir um orçamento familiar positivo.

Evite ao máximo gastar dinheiro em coisas supérfluas e sempre que possível, privilegie o contacto humano, a convivência familiar a despesas desnecessárias, reduzindo assim os seus gastos mensais e trabalhando arduamente para um orçamento familiar eficaz.

E os leitores, têm cuidado com o seu orçamento familiar? Partilhe a sua experiência nos nossos comentários.

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