Está endividado ou insolvente ?

Insolvência pessoal

Ao longo dos últimos anos as insolvências singulares e empresas cresceram bastante derivado principalmente ao desemprego , diminuição do rendimento familiar e aumento do custo de vida. Mesmo a nível de empresas ,  muitas têm recorrido à insolvência por já não terem meios de inverter a situação, nomeadamente o sector da construção civil onde centenas de empresas declararam falência.

A nível singular é preciso saber distinguir se de facto você está numa situação de endividamento do qual pode ter ainda solução de recuperação financeira ou está insolvente e a única solução passa por requerer a sua insolvência pessoal ou plano de pagamentos inerente à insolvência.

Como avaliar a situação financeira

Endividado

Se tem vários créditos em que está a ter dificuldade em pagar as mensalidades ao final do mês mas ainda não entrou em incumprimento, a consolidação de todos os seus créditos num só pode ser a solução para o seu caso. Existem algumas empresas e bancos que trabalham com este produto bancário, onde avaliam o montante global dos seus créditos e os consolidam, pagando às entidades credoras o valor total que deve do empréstimo e fica assim a pagar uma só prestação a um único credor. Vamos a uma exemplo:

O João é trabalhador por conta de outrém, a Maria é pensionista.
Os seus rendimentos líquidos mensais são de 1.950€.

Endividamento Actual
Empréstimos Capital em dívida Mensalidades
Crédito habitação 24.000 €
190 €
Crédito pessoal 15.600 € 390 €
Crédito pessoal 8.000 € 275 €
Crédito pessoal 3.800 € 170 €
Cartão de crédito 1.800 € 100 €
Cartão de crédito 3.800 € 260 €
Total 57.000 € 1.385 €

Taxa de esforço (endividamento actual) = 71 %

Após consolidação de créditos

Montante do crédito concedido à família : 63.000 €

61.000 € servirão para liquidar todos os créditos e despesas
2.000 € serão disponibilizados na conta dos clientes como reforço

510 € nova e única mensalidade

Taxa de esforço após consolidação dos créditos = 26%

*Simulação com taxa variável, indexada a Euribor 6 meses, sendo adicionado spread ao indexante. TAN de 5,30% – TAE 9,10 % (Fevereiro 2012). Prazo 15 anos. Créditos sujeitos a aprovação dos Bancos e instituições autorizadas.

Não tendo problemas bancários, desde prestações em mora, cheques devolvidos , a consolidação dos seus créditos é uma boa opção para a reestruturação financeira de uma família . Se o seu problema é semelhante ao presentado , é aconselhável que pondere recorrer a este produto bancário e assim aliviar as suas despesas mensais.

Insolvente

1) A situação muda de figura quando existe vários créditos e já com incumprimento bancário, o que significa que provavelmente já terá nos registos do Banco de Portugal mencionado essa situação, logo nenhum banco ou financeira lhe irá emprestar algum dinheiro, com as raras exepções em que existe uma situação pontual de incumprimento e ai pode ser possível a consolidação dos seus créditos mediante boas garantias bancários que cubram substancialmente o valor financiado de forma a salvaguardar o credor.

2) Em casos de endividamento com um ou vários incumprimentos o caso é mais greve, e não tendo condições para cumprir com as suas obrigações bancárias a sua única solução é recorrer à insolvência pessoal conforme diz o CIRE no artº 3 onde tem duas vias ;

Plano de pagamentos :

É proposto aos credores um plano de pagamentos personalizado mediante as suas condições financeiras. Para propor este plano terá que ter as condições monetárias para tal e os credores têm que concordar . Indo por este via da insolvência o seu património não irá ser vendido e quicá pode até usufruir de perdão da dívida total ou parcial como acontece em alguns casos.

Exoneração do passivo restante

Não havendo condições necessárias para propor um plano de pagamentos, terá que declarar insolvente e pedir a exoneração do passivo restante, que significa que sendo declarada a sua insolvência , você durante cinco anos estará sujeito às regras do CIRE , do qual destacamos as seguintes ;

# Irá mensalmente que entregar um valor previamente estipulado pelo Juiz ao administrador de insolvência durante os cinco anos. Este valor é calculado mediante os ganhos do rendimento familiar. Caso por exemplo o rendimento do agregado seja de 1000/13000 euros mês, até o Juiz poderá declarar que os seus rendimentos não  lhe permitem entregar nenhum valor.

# Todas as penhoras que estejam activas ou iminentes são automaticamente paradas assim que for declarada a insolvência. É proibido ao abrigo do CIRE ( Código Insolvência e Recuperação de Empresas ) qualquer penhora sobre um insolvente.

# Todo o seu património ( casas, terrenos, automóveis etc.. ) será vendido para ser abatido na dívida total aos credores. Esta acção é feita pelo administrador da insolvência .

Apesar do cenário parecer demasiado pesado para o insolvente, não poderá esquecer-se da principal vantagem de recorrer à insolvência, que é após os cincos anos o devedor fica livre de dívidas , independentemente de no final dos 5 anos ainda existir dívidas. Com isto o insolvente pode recomeçar a sua vida totalmente livre de penhoras, dívidas ou pressão dos credores.

Conclusão

Estando endividado ou insolvente, ambos os casos tem solução. Naturalmente que pela via da insolvência é um processo mais complexo, no entanto é compensado a longo prazo com a solução total para a sua situação de sobreendividamento.

Consulte sempre especialistas da área e não em anúncios de sites de classificados onde lhe prometem soluções rápidas e fáceis. Como todos sabemos não existe facilidades neste meio e não passará de alguma armadilha para lhe roubarem dinheiro com promessa de empréstimos fantasma. Infelizmente existem muitos casos de burlas de crédito, onde pessoas acreditaram em outras que lhes prometiam financiamento mesmo tendo o nome no Banco de Portugal . Não vá em truques , opte sempre por empresas conhecidas, com bom feedback e de preferência trate tudo pessoalmente e não por email.

 

Comments

  1. By Carlos

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  2. By marisa

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      • By Paulo

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  3. By Nuno

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  5. By Catia Antunes

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  11. By rita

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  13. By Monica

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  15. By Manuel Artur

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